Empresas criam novo pólo de produção
Meta era produzir a própria fruta para atender às exportações

Jornal O Estado de São Paulo, 08 de setembro de 2004.

A paulista Euroconte Exportação e Importação Ltda., dona da marca Batia, foi a primeira a perceber o potencial do Rio Grande do Norte como produtor de mamão. Chegou ao Estado em 1998, para produzir a própria fruta, e hoje conta com 100 hectares de mamão irrigado em Ceará-Mirim (RN). Segundo o diretor de Produção da empresa, José Luiz Ribeiro, no ano passado, foram colhidas 5 mil toneladas de mamão, sendo metade para exportação. A outra metade, fora do padrão exigido pelo mercado externo, foi entregue às centrais de abastecimento de Fortaleza, Recife e Natal, além de atender a redes regionais como Carrefour, Makro e Bom preço, entre outras. "Este ano, devemos chegar a 8 mil toneladas."

Conforme Ribeiro, a Batia consegue produtividade de 80 a 100 toneladas de mamão por hectare por ciclo de 24 meses. "Dentro de cinco anos, o Rio Grande do Norte será o maior produtor de mamão do País", prevê. "Vai superar até mesmo o Espírito Santo, o primeiro do ranking." A Batia não tem parcerias com assentados, mas apenas com um parceiro particular, de Ceará-Mirim, com 40 hectares da fruta.

Parcerias [/INTERTITULO]- A Gaia Importação e Exportação Ltda., do Espírito Santo, chegou ao Rio Grande do Norte em 2001, para cultivar mamão. Hoje, possui 80 hectares também em Ceará-Mirim. Fez parcerias com produtores particulares, hoje no total de seis. De acordo com o gerente-geral da empresa, Luciano Furtado, em 2003 foi firmada uma parceria com o assentamento de Águas Vivas, com 24 famílias, no total de 24 hectares, divididos em duas etapas. A primeira começou a colheita há três meses, na base de 1.500 quilos por hectare/semana. "A meta é chegar a 100 toneladas no ciclo de 24 a 28 meses." A outra etapa começa até o fim do ano.

O projeto, financiado com recursos do Pronaf A, via Banco do Nordeste, será pago em oito anos. Cada família recebeu R$ 12 mil. A empresa fornece sementes e tecnologia e compra a produção dos assentados. As frutas a serem exportadas seguem a cotação do mercado internacional. Parte da produção é vendida para as redes Carrefour e Extra, de Natal, e ao mercado regional.